Olá a quem nos segue e a quem nos vai passar a seguir! Temos uma boa novidade para si: cinco bilhetes de cinema gratuitos para os primeiros que acertarem no nosso passatempo, que consiste em responder a uma pergunta acerca do novo filme "Assim Nasce uma estrela" e adquirir um bilhete duplo para vê-lo numa sala de cinema.
Pergunta:
- Qual o nome da canção principal do filme "Assim nasce uma estrela"?
Boa sorte a quem participar!
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
terça-feira, 13 de novembro de 2018
O que vai ler a seguir é impróprio para quem não gosta de sair da rotina
Ai, Netflix. Quanto mais séries vejo, mais tenho para ver. O que vale é que o frio e a chuva já começam a pedir um bom cobertor e uma sala despida de barulho e luz para pormos em dia aqueles episódios que ficaram em falta. E é aqui que aparece o assunto que me levou a escrever este artigo: "Wanderlust", uma série britânica que nos apresenta uma narrativa diferente daquela a que estamos habituados porque é sobre decisões estranhas para a vida que está virada do avesso ficar de pés assentes no chão. Temos, como já é habitual, aquele humor negro típico britânico mas, acima de tudo, temos à frente dos nossos olhos uma realidade que nos espanca sucessivamente porque não estamos preparados para a história que aí vem - mas atenção: vamo-nos rir, e muito.
A ideia em si não é nova e já tivemos comédias românticas que falam sobre isso: um casal na casa dos 40 que percebe que tem problemas na intimidade e que tenta arranjar uma solução para o divórcio ficar fora do vocabulário deles. Ok, então vão para terapia de casal e passam a sair mais vezes juntos, esforçando-se mais - aqueles clichés típicos, certo? Errado. E é aqui que se dá o grande plot-twist na série e é isto que a diferencia de todos os filmes sobre as crises nos casamentos.
Veja aqui o trailer da série
A solução que Joy (Tony Collete, a mãe do rapaz que via pessoas mortas no "Sexto Sentido", lembram-se?), uma psiquiatra já experiente em resolver os problemas dos outros, encontrou para salvar o próprio casamento com o tipo que tem os óculos mais estilosos de sempre, Alan (Steven Mackintosh), é, no mínimo, desconcertante. Eles não se vão afastar, vão apenas conhecer outros mundos além daquele em que vivem. E acabei por embarcar numa aventura que é o amor e os seus problemas: o que fica depois de perdermos o interesse na pessoa com quem estamos há 20 anos?
Joy resume a solução de ambos com a seguinte metáfora: "Imagine que come no mesmo restaurante a maior parte das vezes na sua vida. E, de repente, outra pessoa fala-lhe noutro restaurante. E ir a este novo não significa que deixe de frequentar o velho restaurante. Apenas significa que agora podes ir aos dois. E a comida que estavas tão enjoada de comer, agora tem um sabor diferente". E é assim que Joy e Alan começam a encarar o seu casamento.
Vi todos os episódios desta série de mente aberta - porque é necessário, porque vamo-nos colocar na pele deles, porque vamos julgar para no fim compreender a matéria destas pessoas que pode colocar tudo a perder. E porque, acima de tudo, é uma série que nos expõe problemas que todos nós podemos viver.
O que os realizadores britânicos fazem muito bem é expor a realidade de uma forma nua e crua - exemplo: "I, Daniel Blake". E é isto que também acontece em "Wanderlust", porque são várias histórias e pessoas tangíveis, que facilmente vemos no nosso dia a dia (como o rapaz que nunca beijou uma rapariga e pede à melhor amiga para experimentar porque tem vergonha que o primeiro beijo "a sério" corra mal; ou como a rapariga que se apaixona pela vizinha do lado que está prestes a divorciar-se do marido).
Em termos técnicos, a série está perfeita. Uma fotografia impecável, estudada ao pormenor, com as luzes nos sítios certos para evidenciar mais emoção quando a cena pede. Um guarda-roupa invejável (deem-me as roupas de Joy, por favor) e deem as roupas de Alan a alguém porque é demasiado estilo para ficar só pela televisão. E, claro, a banda sonora: assim que ouço Cigarettes After Sex no segundo episódio, entendi que esta não era apenas mais uma série, que iria ter uma relação um bocado obsessiva com ela. E, depois, Benjamin Clementine com o seu mais recente álbum que é uma crítica ao que andamos a fazer mal no mundo. E, claro, Tame Impala - não preciso de dizer mais nomes, pois não?
Por todos estes motivos, recomendo vivamente a ver esta série. Não é que seja a série da vossa vida, mas é uma comédia para adultos muito bem feita e que merece a pena ver porque é uma série sobre a vida, no fundo. A minha, a sua, a do seu amigo. A nossa.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Chef (2014)
Aviso: Se tem fome, coma antes de ver este filme.
Coloquei este aviso antes do texto porque eu não comi e decidi ver o filme. Resultado: assaltei a cozinha assim que o filme acabou.
Nunca imaginei o ator - e agora realizador - Jon Favreau produzir um filme tão...apetitoso. Tirando os clichés normais, o "Chef" é uma película de ver e chorar por mais.
Nunca imaginei o ator - e agora realizador - Jon Favreau produzir um filme tão...apetitoso. Tirando os clichés normais, o "Chef" é uma película de ver e chorar por mais.
A história que envolve o protagonista, cujo nome é Carl Casper, é vulgar: divorciado, um filho, chef de um restaurante (cujo dono é nem mais, nem menos Dustin Hoffman), infeliz por não ter liberdade numa cozinha que, supostamente, deveria estar sob o seu comando, mas grato por poder ir quase todas as noites para casa com a rececionista do restau

rante em que trabalha, Molly (Scarlett Johansson).
A sua vida é vulgar até ao dia em que o crítico mais famoso de Los Angeles decide provar a ementa do chef Carl Casper. Como já seria de esperar, e é aqui que está o primeiro cliché do filme, este crítico arrasa completamente com Carl, pela negativa. A sua comida foi tida como aborrecida e Carl como "carente" e "enfadonha".
Como é óbvio, esta crítica arrasou com Carl, mas é aqui que vem a criatividade de Jon Fravreau enquanto realizador e escritor. A crítica que foi feita ao protagonista tornou-se viral na Internet e, no espaço de horas, percorreu a rede social Twitter à velocidade de segundos.
Peripécias após peripécias, Carl acaba por se despedir e procurar trabalho por conta própria. O seu desespero é um regalo para os olhos, porque o protagonista refugia-se fazendo comida - diga-se de passagem, com um incrível aspeto. Nem se consegue perceber de que é que são feitos os molhos que ele vai colocando em cima da sua mesa, mas dá vontade de comê-los, só por causa das cores garridas e vivas que saltam logo à vista.
E é com a ajuda da sua ex-mulher que Carl consegue uma roulote e decide vender sandes cubanas, com aquela carne suculent
Um outro cliché do filme está no facto de a vendas das sandes cubanas numa roulote remodelada ter sido um sucesso. Mas o fator diferenciador está mais no "porquê" daquele êxito: não foi apenas pela qualidade das sandes, porque disso ninguém duvida. Mas foi pela forma como o filho de Carl adotou uma estratégia de Marketing sem sequer dar por isso, e de uma forma totalmente gratuita: redes sociais. Percy criou um facebook, uma conta Twitter e, lá, postava fotografias e vídeos diariamente e também os próximos locais que o seu pai iria visitar. Através destas publicações, os clientes de Carl quadruplicaram.
E o final, já estão a ver: sucesso garantido. Mas o que fica no ar é: de que forma é que ele conseguiu ter sucesso?
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If I Stay (2014)
Durante toda a nossa vida existem perguntas que pairam sobre nós nos momentos mais aborrecidos e desanimados dos nossos dias: o que é que aconteceria se eu estivesse quase a morrer? Quem é que se iria, realmente, importar e quem é que iria sofrer com a minha partida? Como seria a vida dessas pessoas sem a minha presença?
Bom, R. J. Cutler retratou estas perguntas num único filme, e com sucesso. O realizador criou uma utopia entre a vida e a morte, conseguindo juntar, na perfeição, esta antítese num drama apaixonante.
Os personagens são de tal modo envolventes e carismáticos que sofremos as suas dores e conquistas. Por um lado, temos a protagonista, Chloë Grace Moretz - a menina de "A Invenção de Hugo Cabret" -, que encarna a dócil e angelical Mia, uma adolescente que nutre uma paixão por música clássica e, mais concretamente, por violoncelo, que tocou durante toda a sua vida. Mia apaixona-se por Adam (Jamie Blackley), um jovem roqueiro mais velho que Mia, que tem uma banda de garagem e que, rapidamente, vai ganhando reconhecimento em editoras. Por outro, temos os pais de Mia, que são também o seu oposto: Kat (Mireille Enos), a sua mãe, uma feminista que é mãe a tempo inteiro e que vive a vida a cada dia, e depois Dennis (Joshua Leonard), um pai (também ele) roqueiro que tinha a sua banda de garagem - sacrificando-a pelos seus filhos - e também ele vivia um dia de cada vez. Os seus pais são liberais, extrovertidos e, acima de tudo, amigos de Mia e do seu irmão, Teddy (Jakob Davies).
O início do filme serve para perceber a união que toda aquela família tem e também as divergências entre Mia e os pais.
Mia pensava que tinha tudo planeado mas, como tudo na vida, coisas más acontecem e um tufão pode mudar tudo da noite para o dia. Foi Kat quem ensinou isso a Mia, e a jovem parece ter aprendido bem esta lição. Mas aprendeu da pior forma possível: num acidente de carro que vitimou os seus pais e irmão, deixando-a entregue a ela própria, numa luta entre a vida e a morte.
E é nesta altura que Mia se confronta com a sua própria batalha e também com toda a sua vida. Mia sai do seu próprio corpo e assiste à sua luta na primeira pessoa, como se fosse até a sua alma a vivenciar aquela experiência. A angústia de saber que ficou orfã e sem o irmão faz com que ela queira desistir de viver, mas deverá ela fazer isso? São estas as perguntas que a protagonista faz a ela própria ao longo do filme.
E é nesta altura que Mia se confronta com a sua própria batalha e também com toda a sua vida. Mia sai do seu próprio corpo e assiste à sua luta na primeira pessoa, como se fosse até a sua alma a vivenciar aquela experiência. A angústia de saber que ficou orfã e sem o irmão faz com que ela queira desistir de viver, mas deverá ela fazer isso? São estas as perguntas que a protagonista faz a ela própria ao longo do filme.
Para nos prender ao ecrã, R. J. Cutler recorre a flashbacks que Mia vai tendo, de modo a tentar perceber realmente o que deve fazer. Nestes momentos, o espetador pode perceber como a sua paixão com Adam surgiu e como ela aprendeu a viver com as divergências com os pais. Também Mia percebeu muito ao recordar-se do seu último ano e meio: o seu talento ao tocar violoncelo, a paixão que a sua família e amigos tem por ela e também o amor que une Adam a Mia, apesar das diferenças que ambos têm.
O realizador foi soberbo ao aliar a visão de Mia sobre o seu estado, na primeira pessoa, com a viagem que a mesma tem ao longo da sua vida com a sua família e namorado.
Ao longo do filme percebemos como os pais de Mia são liberais com ela e como exigem que ela seja feliz. R. J. Cutler escolheu a palavra "amor", para resolver os problemas existenciais em torno da decisão crucial que Mia tem que tomar e é com base nesse sentimento que a protagonista toma a sua decisão. "Amor" pela família, pela música e por Adam.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Susan Schneider: "O nosso foco não passa pela morte de Robin, mas sim pelos inúmeros momentos de alegria que deu a milhões"
O comediante Robin Williams foi encontrado morto esta segunda-feira na sua casa em Califórnia, segundo anúncio do xerife local, que considera que poderá ter sido suicídio por asfixia. A mulher do ator, Susan Schneider, escreveu, em comunicado, que tinha perdido o seu marido e melhor amigo: "Esta manhã perdi o meu marido e melhor amigo, enquanto o mundo perdeu um dos mais adorados atores e das melhores pessoas do mundo. Estou completamente destroçada."
O ator tinha dado entrada num centro de desintoxicação em Minesota, no passado mês de julho. Segundo o site El País, o ator tinha travado uma luta constante com o alcoolismo e outros vícios desde os anos 80. De acordo com um comunicado, Robin Williams havia aproveitado o momento calmo da sua agenda profissional para se dedicar no seu objetivo de "permanecer sóbrio", algo de que estaria "muito orgulhoso".
O xerife referiu também que o departamento dos bombeiros e os polícias locais receberam uma chamada de emergência às 11h55 locais. O ator foi dado como morto às 12h02 (hora local). A última vez que o ator foi visto com vida foi no passado domingo, na sua casa em Tiburon, situada no norte de São Francisco.
"Ao ser relembrado, o nosso foco não passa pela morte de Robin, mas sim pelos inúmeros momentos de alegria que o Robin deu a milhões", admitiu a mulher do ator, num comunicado.
Robin Williams fez 70 filmes durante a sua carreira como ator e esteve nomeado para quatro óscares, ganhando um pelo seu papel secundário no filme "Génio Indomável" - um drama escrito pelos atores Ben Affleck e Matt Damon. O comediante era conhecido pelos seus papéis em Sociedade dos Poetas Mortos (1989), Jumanji (1995), 1 dia dois pais (1997) e Uma babá quase perfeita (1993). domingo, 27 de julho de 2014
O "monstro" que faz 60 anos acordou e foi em Hollywood
Ver este filme é quase como voltar aos tempos em que o Jurassic Park estava em vogue. O Gojira - nome japonês dado ao Godzilla - parece parente dos velociraptores e, aparentemente, é mau.
Já se sabia que este filme ia ser um sucesso na bilheteria, até porque conta com um elenco de luxo: Aaron Taylor-Johnson (O Ilusionista, 2006, e Anna Karenina, 2012), Ken Watanabe (Inception, 2010, e The Last Samurai, 2004) e Bryan Cranston (Malcolm in the Middle, 2000, e Breaking Bad, 2008).
Em termos de efeitos visuais, o filme leva pontuação máxima: Gareth Edwards fez uma mistura que evoca o 11 de Setembro, com os filmes de Steven Spielberg e até com o filme Cloverfield, mostrando uma explosão estética que o filme abarca consigo, repleto de prédios completamente destruídos, incêndios sem fim e pessoas a fugirem dos bichos.
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| Na imagem da esquerda: Godzilla na versão de 1954. Imagem da direita: Godzilla no filme de Gareth Edwards. |
Relativamente à história, é de salientar o facto de ser idêntica à da versão de 1954, produzida pela Toho Film Company Ltd. No entanto, é óbvio que o filme de Gareth é muito mais sonante em termos de música e mesmo nos rugidos do "monstro". O próprio Godzilla, na versão mais recente, tem um ar muito mais... como dizer? Tenebroso - com a sua cauda que leva tudo à sua frente e com os seus 50 metros de altura -, enquanto que o de 1954 parece uma versão cómica de um bicho supostamente mau.
No entanto, a história é típica de um filme de Hollywood. Temos Bryan Cranston no papel de Joe Brody, um viúvo que perdeu a mulher no primeiro "atentado" do MUTO, um outro bicho - menos pavoroso mas muito mais horrendo -, e vai querer desvendar todo o mistério, acabando por ser considerado doido. 15 anos volvidos e Joe continua à procura de uma verdade. Claro que era ele quem estava certo e, aparentemente, seria de esperar que fosse ele a descobrir e a ajudar Serizawa na busca dos dois MUTOS e de Gojira, mas acaba por acontecer o contrário.
Também seria de esperar que o Godzilla fosse um vilão, mas acabou por ser o herói para todos.
É um filme que se vê bem num serão e bem acompanhado. Mas a única lição que a película dá ao espetador, é já óbvia: a de o Homem pensar que pode controlar a Natureza, mas é o oposto que acaba por acontecer.
Curiosidades: O filme do britânico Gareth Edwards teve tanto sucesso nas bilheteira (cerca de 143 milhões de euros) que haverá uma sequela, e o Godzilla 2 já está em produção, mas ainda não foi anunciada a data de estreia.
Veja o trailer:
Para mais informações, clique aqui.
Novos personagens para a terceira temporada de "Hannibal"
Durante a maior convenção de cinema em San Diego - o Comic Con 2014 -, foram revelados os novos personagens para a terceira temporada de Hannibal. Kacey Rohl voltará novamente como Abigail. Bryan Fuller, o realizador da série, ainda brincou com a situação, referindo que "seria divertido" fazer um episódio a explicar onde é que a personagem esteve durante a segunda temporada. “É mais provável que ela volte em um dos sonhos de Will”, afirma. Outro
personagem que também voltará em flashbacks é Eddie Izzard, no papel de
Abel Gideon.
De acordo com a TV.com, Fuller disse que a série contará com vários personagens das histórias de Hannibal na nova temporada, incluindo o inspetor Pazzi (episódio 2), Murasaki (episódio 3), Cordell (episódio 4) e o serial-killer Francis Dollarhyde (episódio 8).
De acordo com a TV.com, Fuller disse que a série contará com vários personagens das histórias de Hannibal na nova temporada, incluindo o inspetor Pazzi (episódio 2), Murasaki (episódio 3), Cordell (episódio 4) e o serial-killer Francis Dollarhyde (episódio 8).
Uma das estreias para a nova temporada é Raul Esparza, que interpretou o, supostamente, morto Dr. Frederick Chilton, morto com um tiro no rosto. "Estou de volta. O Bryan contou-me que eu iria sobreviver". Também Gideon volta ao ecrã, mas apenas num flasback.
Relativamente às receitas da terceira temporada, a primeira temporada contou com comida francesa, a segunda com japonesa e, agora, foi anunciado que o foco será na comida italiana. Desta forma, os nomes dos episódios farão alusão aos pratos italianos.
Fuller contou ainda que o quarto episódio desta temporada será um flashback para os fãs entenderem o que aconteceu durante esse período de tempo e terá como foco Mads Mikkelsen e Gillian Anderson. “A primeira metade da temporada é
relativamente mais leve. É sobre a procura de Hannibal”, acrescenta.
Novo trailer de "The Walking Dead" já foi divulgado
A série que invadiu os nossos ecrãs desde 2010 já tem um novo trailer para a sua quinta
temporada. O trailer foi divulgado durante a Comic Con 2014.
The Walking Dead volta, nos EUA, no próximo dia 12 de outubro. Resta-nos aguardar pela data em que a temporada irá arrancar em Portugal.
Pelo trailer podemos perceber que, mais uma vez, a história centra-se em Rick Grimes (Andrew Lincoln - Love Actually, 2003). É de prever mais sangue, ação e zombies com uma melhor maquilhagem.
Fica aqui o trailer:
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sábado, 26 de julho de 2014
Por onde andam as crianças vedetas do cinema dos anos 80 e 90?
Haley Joel Osment
Basta olhar para a imagem da esquerda para reconhecer logo aquela carinha de menino que tantas vezes apareceu nos ecrãs. Conhecemo-lo de O Sexto Sentido (1999), em que protagonizou uma criança que via pessoas mortas, e de tantos outros, como Inteligência Artificial (2001), em que fez do dócil David, num filme com Jude Law.
Os anos passaram e, já não é recorrente vermos filmes em que Haley Joel Osment apareça. O ator faz agora séries, e o seu mais recente trabalho vai ser a entrada na série "Entourage".
Danny Lloyd
O ator Danny participou num dos melhores filmes de terror de sempre: The Shining (1980), ficando conhecido pelo seu papel como... Danny!
Mas este foi o seu único papel relevante. O que fez depois, é uma incógnita.
As diferenças entre os dois Danny's são visíveis e o da fotografia da esquerda pode já passar, possivelmente, despercebido pelas pessoas.
Dakota Fanning
Dakota Fanning. Talvez seja uma das crianças que mais sorte teve no mundo de Hollywood. Podemos reconhcê-la de filmes como Man on Fire (2004), em que fez o papel de Lupita Ramos, uma menina que foi raptada, fazendo com que o seu guarda-costas, Mr. Creasy (Denzel Washington), faça de tudo para a encontrar. Também nos podemos lembrar da histérica Rachel de A Guerra dos Mundos (2005), que teve do seu lado o enorme Tom Cruise.
50 shades of Grey (2015)
A espera interminável dos (neste caso, deve ser mais "das") fãs acabou: o trailer oficial do 50 Sombras de Grey já pode ser visto. É verdade, agora resta apenas aguardar mais sete meses para poder ver o filme por completo, visto que o filme só sai nos cinemas dia 14 de fevereiro (espertooos, assim os casais já sabem (possivelmente) o que lhes espera!)
Resta saber se a película irá conter ou expressar com exatidão o que o livro de E.L. James narra, sem tabus. Que vai ser um sucesso nas bilheteiras, isso todos já sabemos.
Os protagonistas são Dakota Johnson, que já entrou nos filmes A Fera (2011) e A Rede Social (2010), e Jamie Dornan - no papel do dominador Mr. Grey -, que não tem uma carreira ainda muito sólida, mas espera-se que, com este filme, se afirme no mundo da sétima arte.
Os protagonistas são Dakota Johnson, que já entrou nos filmes A Fera (2011) e A Rede Social (2010), e Jamie Dornan - no papel do dominador Mr. Grey -, que não tem uma carreira ainda muito sólida, mas espera-se que, com este filme, se afirme no mundo da sétima arte.
Ver para crer!
Fica aqui o trailer:
Noah (2014)
Todos os filmes que abordam a Religião tendem a ser polémicos. O filme Paixão de Cristo (2004) do actor Mel Gibson foi controverso. Porém, não foi isso que aconteceu com "Noé", do talentoso Darren Aronofski - conhecido por ter realizado Requiem for a Dream (2000) e Cisne Negro (2010). Na película, podemos ver uma versão da arca de Noé mais adulta e moderna, mas nada mais do que isso.
Reza a história que, quando Deus criou o mundo (em sete dias), criou também o Homem na sua total pureza. Sem pecados nem maldades. Eva e Adão provaram que existiam desejos que tinham que ser saciados.
O que Deus produziu em sete dias, o Homem destruiu em gerações e algo tinha que ser feito. Um dilúvio que terminasse com todo o Mal teria que acontecer. E foi Noé o escolhido para separar o Bem do Mal.
Através da narrativa de Aronofski, podemos perceber logo de início a antítese existencial em torno da família de Noah (Russel Crowe) e do resto da Humanidade, sucumbida aos prazeres da vida.
Noé foi o escolhido pelo "Criador" para recomeçar uma nova era pela sua bondade e justiça, valores que, na altura, não existiam. Juntamente com os seus três filhos, Ham (Logan Lerman), Shem (Douglas Booth) e Japheth (Leo Carroll), a sua mulher Naameh (Jennifer Connely), a sua nora Ila (Emma Watson), o seu avô Methuselah (Anthony Hopkins) e os Guardiões, Noé começa a construir a arca que iria proteger todas as espécies animais terrestres.
Além destes personagens, todos os outros teriam que morrer, punidao pela sua crueldade. Mas porquê salvar apenas a família de Noé, se também são humanos e têm desejos e emoções?
É com esta pergunta que Noé se debate ao longo do filme e seria de esperar uma reação dramática do público em torno deste dilema. Mas se era Justiça que tinha que ser feita, todos os humanos teriam que morrer. Foi esta a decisão inicial do protagonista, que todos teriam que morrer, porque era o mais justo. Até aqui, nada de anormal, mas o desfecho do filme foi tudo menos surpreendente.
Aronofski não acrescentou nada de novo ao filme e limitou-se a contá-lo através de uma narrativa contemporânea, adulta e, decerto, dispendiosa. O realizador não criou nenhuma história realmente dramática em torno dos personagens, embora seja de elogiar o seu esforço em tentar que houvesse um certo tipo de empatia entre o nascimento das filhas de Ila e Shem que, supostamente, teriam que ser mortas à nascença. Mas, se toda a Humanidade teria que sucumbir, o mais normal seria que todos acabassem por morrer e ninguém fosse poupado. Mas o amor, como em todos os filmes, resolve tudo e este não foge à regra. O amor de Noé pelas suas netas faz com que este decida se a sua família pode sobreviver na nova Era, ou não. E, como já era de esperar, claro que optou por deixar a sua família viver e o "Criador" também não se opôs.
Se o "Criador" quis terminar com a existência da Humanidade por esta não ser, supostamente, boa, porquê deixar viver oito pessoas? Para isso, não tinha feito nada e todas as vidas tinham sido poupadas a um afogamento que, segundo o filme, serviria para purificar o Mundo. É compreensível que, no filme, Noé e a sua família sobrevivam, uma vez que tinham bondade no coração e foram eles quem construiram a arca. Mas bondade todas as pessoas têm, eles não seriam exceção. Prova disso é a menina que Ham conhece, Na'el, que era "inocente" e pertencia ao lado "mau" dos humanos. Mas acabou por morrer.
Ao sobreviverem, acabaram por não alterar as coisas porque, geração após geração, a Humanidade voltaria a sucumbir às tentações, mais uma vez.
Também para não fugir à regra dos filmes de Hollywood, Aronofski teve que criar um vilão - Tubal-Caim (Ray Winstone), descendente de Caim - que fez de tudo para que todas as pessoas entrassem na arca, mesmo que tivesse que matar todos os que se opunham a tal. É a partir da população que teria que morrer, que o espetador percebe o antagonismo presente no filme: do lado da família de Noé, a arca e a bondade para com os animais, que foram poupados de tudo e todos. Do outro , pessoas sem dó nem piedade, que matam animais para sobreviverem e pessoas, por ganância e luxúria.
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| Local em que a arca de Noé foi construída. |
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| Local onde a restante Humanidade de mantinha, antes do Dilúvio. |
Com uma montagem visível, o filme conta com vários planos aproximados, principalmente nas cenas mais dramáticas (quando Noé tenciona matar as netas). Não são percetíveis slow-motions nem muitos flashbacks, acabando por não tornar o filme, esteticamente, mais apelativo.
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| Close-up de Noé a tentar matar as suas duas netas. |
Existe uma cena em que Noé conta aos seus filhos, nora e mulher a história da criação do mundo em apenas sete dias. A tecnologia utilizada para descrever a evolução diária do planeta foi tudo menos original. Fez lembrar os documentários da Odisseia e do National Gepgraphic sobre o Cosmos. Aqui poderia ter puxado mais pela imaginação e ter feito algo extraordinariamente fantástico para captar a atenção do espetador.
É de salientar a excelente atuação de Emma Watson, que deixou de ser a menininha britânica Hermione Granger, do lendário Harry Potter e passou a ser uma mulher com desejos. Também é de mencionar que esta é a segunda vez que Jennifer Connely e Russel Crowe protagonizam um filme e que fazem de casal: o primeiro foi Uma Mente Brilhante (2001), uma história verídica sobre um grande matemático que sofria de uma doença.
Aqui fica o trailer:
Aqui fica o trailer:
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domingo, 23 de fevereiro de 2014
The Great Gatsby (2013)
"Luckily I'd packed two bottles of Australian red wine, plus a couple of
audio-books uploaded to an iPod, for which I had little speakers. One
of those books was The Great Gatsby. So I open the wine and I put on
Gatsby, and as I sit there listening, watching the birch trees rush by
through the dark window - it became like an out-of-body experience for
me, to hear the sheer power of Fitzgerald's storytelling, and his
poetry. (...) And when I got to the end I distinctly had a feeling that
this was an extraordinary piece structurally - a novella as opposed to a
novel, and novellas make good movies. So I was suddenly gripped with a
passion to make a movie of F. Scott Fitzgerald's The Great Gatsby."
[Baz Luhrmann, in The Great Gatsby Interactive Book, 2013]
Tudo começou em 2001, quando Baz Luhrmann tinha acabado o filme "Moulin Rouge" e decidiu tirar uns dias de férias, viajando pela linha Transiberiana. Aí surgiu a ideia de fazer "The Great Gatsby". Foram precisos alguns anos para conseguir os direitos para realizar o filme. Mas valeu o tempo de espera.
Eis que surge um filme que mistura o século XX com o séc XXI. Uma estrutura estética que lembra "Romeu e Julieta" e "Moulin Rouge", pelo seu anacronismo que funcionou na perfeição em The Great Gatsby.
Agora fica a questão que centra todo o filme: Quem é, afinal, Gatsby? Existe um mistério em torno desta personagem, que trespassa para o ecrã. É Nick Carraway (Tobey Maguire) quem narra a história de Gatsby (Leonardo DiCaprio) e a explica. Numa altura em que as ações de Wall Street estavam no seu auge, em que os prédios de Nova Iorque eram cada vez mais altos, as festas cada vez mais fenomenais e as bebidas alcóolicas mais baratas, Nick Carraway vai para Long Island (a 32 km de Nova Iorque), com o sonho de se tornar num escritor. Vai viver para uma casa ao lado da grande mansão de Gatsby, e no lado oposto da casa de Daisy (Carey Mulligan), sua prima, separadas por uma baía. Daisy era casada com Tom Buchanan (Joel Edgerton), um desportista que se formou em Yale, herdeiro de uma grande fortuna e amante de Myrtle Wilson (Isla Fisher), a quem arrendou um apartamento para se poderem encontrar.
É numa das festas estrondosas que Gatsby dá que Nick o conhece, através de um convite oficial. Aqui, podemos ver um jovem novo, com grande confiança e dotado de um poder enorme. Pode-se, desde já, perceber porque é que Nick foi a única pessoa a receber um convite para a sua festa: Gatsby tinha algo a pedir a Nick. Algo por que sempre ansiou: rever Daisy, de quem sempre gostou e que havia tido um romance.
A par com uma uma trilha sonora estonteante, que nos leva do ano 1922 até 2013 num ápice, o espetador depara-se com uma história de amor incrível, pouco usual, que desafia valores e a moral das pessoas. Gatsby era, afinal, um jovem que aspirava ser milionário, para poder casar-se com Daisy. Foi por isso que foi morar para o outro lado da baía de West Egg, para poder estar próximo de Daisy. Foi por isso que dava festas estrondosas e foi por isso que se tornou na pessoa que era.
É a partir de Nick que sentimos cada emoção de Gatsby, cada sofrimento, cada sonho. Um sonho que, à partida, tinha tudo para se tornar real. Mas a indiferença, o egoísmo e a falta de valores foram maiores, e levaram a que o filme tivesse um plot-twist excitante, mas triste.
Esteticamente, o filme é, sem dúvida, dos mais bonitos que já vi: roupas de época e carros lindos. Prédios gigantescos, festas grandiosas. Um filme de época pretencioso e inovador, em tudo. Com uma montagem claramente visível, podemos ver carros antigos que andam a uma velocidade extrema, músicas de jazz com um toque contemporâneo e figurantes perfeitos, que deram vivacidade ao filme.
Com planos várias vezes médios e aproximados, temos slow-motions que são de destacar: na cena em que Nick conhece finalmente Gatbsy, existe um close-up do mesmo e um slow-motion lindo, com uma proundidade de campo nítida, onde podemos ver fogos de artíficio atrás de Gatsby, tornando o plano ainda mais bonito.
Seguidamente, temos um slow-motion na cena em que a amante de Tom Buchanan é mortalmente atropelada e, com uma música perfeita a acompanhar este plano, Love is Blindness, do músico Jack White, vemos Myrtle Wilson a passar em câmara lenta por cima do carro que a atropelou, dando uma grande expressividade ao momento.
É de destacar a trilha sonora do filme, que conta com participações de Beyoncé, Jay-Z, Kanye West, The XX, Jack White, Lana Del Rey e Florence and The Machine. Músicas que dão outro toque ao filme, num sentido bastante positivo. Músicas que misturam Jazz com Hip-Hop de uma forma brutal, com um resultado impressionante. É de destacar a luz verde, que, de certa forma, unia Gatsby a Daisy, através de uma baía. Era através desta luz verde que Gatsby guardava a esperança de ficar com Daisy. É também de destacar o facto de o filme começar com um brilho fugaz sobre Nova Iorque e a forma como se vivia na altura, com glamour e festas enormes e brilhantes, e depois a antítese existencial sobre o olhar de Nick, que afirma ter ficado enojado com as pessoas de lá. Esta antítese expressa a decadência das pessoas e a ironia que o dinheiro acarreta consigo.
Recomendo a quem ainda não o viu.
Veja o trailer:
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sábado, 14 de setembro de 2013
One Flew Over the Cuckoo's Nest (1976)
"If he's crazy, what does that make you? "
Numa época de prosperidade para o cinema norte-americano, que deu a conhecer obras como "Taxi Driver" e "The Godfather", eis que aparece um filme que serve de crítica aos hospitais psiquiátricos da altura. "One Flew Over the Cuckoo's Nest" trata-se de um clássico que aborda de uma forma fenomenal a forma como os pacientes dos hospitais psiquiátricos eram tratados na altura: como prisioneiros.
A história centra-se num grupo de pacientes que tem as mesmas rotinas: jogar às cartas, passear de autocarro durante uma parte do dia e reuniões diárias com as duas enfermeiras daquela ala psiquiátrica. É quando Randle McMurphy (Jack Nicholson) dá entrada neste hospital, (para fugir à pena prisional) que as coisas mudam por completo. Este personagem irá dar a ver o outro lado da moeda que o grupo de pacientes precisava de ter: a liberdade dentro daquelas grades.
É aqui que a luta por esta liberdade começa. Luta entre McMurphy e a enfermeira Ratched (Louise Fletcher), que irá fazer de tudo para que as rotinas dos pacientes não se alterem. No entanto, a ideia refrescante de fazer com que estes vivam a vida plenamente, fazendo o que mais gostam prevalece. Começam a jogar basquetebol, vão pescar todos juntos, bebem, jogam, e o mais importante de tudo: são felizes. Mas o medo é maior que a vontade de fugir, e quando McMurphy e o resto do seu grupo de amigos tentam enfrentar a enfermeira Ratched, as coisas não correm bem.
Este filme retrata a forma grotesca como eram os hospitais psiquiátricos no século XX: prisões psicológicas e entraves ao desenvolvimento do ser humano. A entrada de McMurphy neste hospital psiquiátrico é uma lufada de ar fresco para todos os pacientes e é o mesmo que mais irá sofrer. A questão que aqui fica é: quem são afinal os loucos do filme? Os pacientes do hospital ou os que lá trabalham?
Com uma prestação única podemos encontrar Danny De Vito, que representou um paciente do hospital, e que prestação tão meiga e sorridente. Por outro lado, encontramos Jack Nicholson, mais uma vez a fazer um papel brilhante, na pele de um revolucionário.
Esta película tem um facto bastante peculiar: o produtor da mesma é Michael Douglas, que o produziu em tributo a seu pai, Kirk Douglas, que havia comprado os direitos do filme nos anos 60.
Esta película tem um facto bastante peculiar: o produtor da mesma é Michael Douglas, que o produziu em tributo a seu pai, Kirk Douglas, que havia comprado os direitos do filme nos anos 60.
Realizado por Milos Forman, o filme conta com alguns símbolos. O primeiro passa pelo significado do nome do mesmo: One Flew Over the Cuckoo's Nest vem de uma antiga rima norte-americana, que diz:
“One flew to the north
One flew to the south
One flew to the east
One flew to the west
And one flew over the cuckoo’s nest”
One flew to the south
One flew to the east
One flew to the west
And one flew over the cuckoo’s nest”
e que significa:
“Um voou para o norte
Um voou para o sul
Um voou para o leste
Um voou para o oeste
E um voou sobre o ninho do cuco”
Aqui percebe-se que cada um teve um rumo, e que o último realmente enlouqueceu, tal como no filme, infelizmente. Um outro símbolo passa por todas as técnicas que o realizador utilizou para a película.
Primeiramente, temos uma cena em que nos dá um plano geral, com um movimento de câmara panorâmico, mostrando um anoitecer. A servir de antítese temos a última cena, em que temos um plano também geral que mostra o amanhecer do dia, remetendo assim para todo o tema do filme: a liberdade.
Com uma montagem visível, este filme transmite cores muito frias, e isso é percetível nas cenas em que existem as reuniões diárias com as enfermeiras, e quando vão pescar. Já os planos, são muitas vezes médios e de conjunto.
Com uma banda sonora bastante divertida, encontramos Jack Nitzche, que compôs as músicas deste filme, ficando na maior parte das vezes na cabeça do espetador, o que é bom sinal!
Veja o trailer:
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Boy A (2007)
Uma nova identidade. Jack Burridge. Uma nova identidade para esconder um passado sombrio. Algo que o marcou todos os dias.
Eric Watson, ou Jack Burridge (como é agora conhecido) é um
rapaz cheio de traumas, que acabou de sair da prisão, a sua segunda casa
durante vários anos. Vai tentar refazer a sua vida e ser uma pessoa como todas
as outras. Mas o passado persegue-o e não o vai deixar.
Por momentos, Jack consegue um emprego, arranja novos
amigos, diverte-se e vive a vida. Apaixona-se por Michelle, que o vai ajudar
bastante nesta nova vida.
Um dia, Jack faz um ato heroico: salva uma menina de um
grande acidente de automóvel. Este ato heroico servirá para que Jack se liberte
de algumas correntes do passado e seja visto pelo que ele realmente é: uma boa pessoa.
Mas, como tudo na vida, Jack vai ter que superar os obstáculos do passado e viver o presente. Será que consegue? O que lhe acontece é bastante subjetivo e
cabe a cada um de nós imaginar um fim para esta personagem, em nada
equilibrada.
Este filme mostra que uma pessoa não deve ser julgada pelos erros que cometeu no passado, e que todos nós merecemos uma segunda oportunidade. Mas antes de as pessoas não nos julgarem, nós mesmos não nos podemos julgar nem culpabilizar pelo que já se passou num tempo já quase esquecido.
Trata-se de um filme que mexe com o espetador, porque acaba por sentir o que a personagem sente, e acaba também por compreendê-la. Um aspeto muito bom nesta película são os flashbacks que Jack tem, acerca do seu passado com Phillipp. Estes fazem com que sintamos a necessidade de continuar a ver o filme para percebermos o que realmente aconteceu, e em que circunstâncias.
É de salientar que o ator que dá a vida a Jack Burridge, Andrew Garfield, fez um papel incrível, e conseguiu realmente transmitir o que o personagem sentia. É também de realçar que Boy A foi dos primeiros filmes em que entrou e que, desde então tem participado em vários filmes bastante reconhecidos, como Never Let Me Go (2010) e The Amazing Spider-Man (2012). Já o realizador do filme, John Crowley, fez um trabalho impressionante, embora não consiga comparar com nenhum outro filme que tenha feito. No entanto, penso que conseguiu contar a história do início ao fim, sem falhas.
Como planos podemos contar com médios e bastantes aproximados, principalmente quando Jack mostra o que sente. As cores são várias vezes frias, dando uma grande expressividade ao filme. A banda sonora do filme não é a melhor, mas não fica áquem dos sentimentos que quer transmitir.
Veja o trailer:
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