A série que invadiu os nossos ecrãs desde 2010 já tem um novo trailer para a sua quinta temporada.O trailer foi divulgado durante a Comic Con 2014. The Walking Dead volta, nos EUA, no próximo dia 12 de outubro. Resta-nos aguardar pela data em que a temporada irá arrancar em Portugal. Pelo trailer podemos perceber que, mais uma vez, a história centra-se em Rick Grimes (Andrew Lincoln - Love Actually, 2003). É de prever mais sangue, ação e zombies com uma melhor maquilhagem.
Basta olhar para a imagem da esquerda para reconhecer logo aquela carinha de menino que tantas vezes apareceu nos ecrãs. Conhecemo-lo de O Sexto Sentido (1999), em que protagonizou uma criança que via pessoas mortas, e de tantos outros, como Inteligência Artificial (2001), em que fez do dócil David, num filme com Jude Law.
Os anos passaram e, já não é recorrente vermos filmes em que Haley Joel Osment apareça. O ator faz agora séries, e o seu mais recente trabalho vai ser a entrada na série "Entourage".
Danny Lloyd
O ator Danny participou num dos melhores filmes de terror de sempre: The Shining (1980), ficando conhecido pelo seu papel como... Danny!
Mas este foi o seu único papel relevante. O que fez depois, é uma incógnita.
As diferenças entre os dois Danny's são visíveis e o da fotografia da esquerda pode já passar, possivelmente, despercebido pelas pessoas.
Dakota Fanning
Dakota Fanning. Talvez seja uma das crianças que mais sorte teve no mundo de Hollywood. Podemos reconhcê-la de filmes como Man on Fire (2004), em que fez o papel de Lupita Ramos, uma menina que foi raptada, fazendo com que o seu guarda-costas, Mr. Creasy (Denzel Washington), faça de tudo para a encontrar. Também nos podemos lembrar da histérica Rachel de A Guerra dos Mundos (2005), que teve do seu lado o enorme Tom Cruise.
A espera interminável dos (neste caso, deve ser mais "das") fãs acabou: o trailer oficial do 50 Sombras de Grey já pode ser visto. É verdade, agora resta apenas aguardar mais sete meses para poder ver o filme por completo, visto que o filme só sai nos cinemas dia 14 de fevereiro (espertooos, assim os casais já sabem (possivelmente) o que lhes espera!)
Resta saber se a película irá conter ou expressar com exatidão o que o livro de E.L. James narra, sem tabus. Que vai ser um sucesso nas bilheteiras, isso todos já sabemos. Os protagonistas são Dakota Johnson, que já entrou nos filmes A Fera (2011) e A Rede Social (2010), e Jamie Dornan - no papel do dominador Mr. Grey -, que não tem uma carreira ainda muito sólida, mas espera-se que, com este filme, se afirme no mundo da sétima arte.
Todos os filmes que abordam a Religião tendem a ser polémicos. O filme Paixão de Cristo (2004) do actor Mel Gibson foi controverso. Porém, não foi isso que aconteceu com "Noé", do talentoso Darren Aronofski - conhecido por ter realizado Requiem for a Dream (2000) e Cisne Negro (2010). Na película, podemos ver uma versão da arca de Noé mais adulta e moderna, mas nada mais do que isso.
Reza a história que, quando Deus criou o mundo (em sete dias), criou também o Homem na sua total pureza. Sem pecados nem maldades. Eva e Adão provaram que existiam desejos que tinham que ser saciados.
O que Deus produziu em sete dias, o Homem destruiu em gerações e algo tinha que ser feito. Um dilúvio que terminasse com todo o Mal teria que acontecer. E foi Noé o escolhido para separar o Bem do Mal.
Através da narrativa de Aronofski, podemos perceber logo de início a antítese existencial em torno da família de Noah (Russel Crowe) e do resto da Humanidade, sucumbida aos prazeres da vida.
Noé foi o escolhido pelo "Criador" para recomeçar uma nova era pela sua bondade e justiça, valores que, na altura, não existiam. Juntamente com os seus três filhos, Ham (Logan Lerman), Shem (Douglas Booth) e Japheth (Leo Carroll), a sua mulher Naameh (Jennifer Connely), a sua nora Ila (Emma Watson), o seu avô Methuselah (Anthony Hopkins) e os Guardiões, Noé começa a construir a arca que iria proteger todas as espécies animais terrestres.
Além destes personagens, todos os outros teriam que morrer, punidao pela sua crueldade. Mas porquê salvar apenas a família de Noé, se também são humanos e têm desejos e emoções?
É com esta pergunta que Noé se debate ao longo do filme e seria de esperar uma reação dramática do público em torno deste dilema. Mas se era Justiça que tinha que ser feita, todos os humanos teriam que morrer. Foi esta a decisão inicial do protagonista, que todos teriam que morrer, porque era o mais justo. Até aqui, nada de anormal, mas o desfecho do filme foi tudo menos surpreendente.
Aronofski não acrescentou nada de novo ao filme e limitou-se a contá-lo através de uma narrativa contemporânea, adulta e, decerto, dispendiosa. O realizador não criou nenhuma história realmente dramática em torno dos personagens, embora seja de elogiar o seu esforço em tentar que houvesse um certo tipo de empatia entre o nascimento das filhas de Ila e Shem que, supostamente, teriam que ser mortas à nascença. Mas, se toda a Humanidade teria que sucumbir, o mais normal seria que todos acabassem por morrer e ninguém fosse poupado. Mas o amor, como em todos os filmes, resolve tudo e este não foge à regra. O amor de Noé pelas suas netas faz com que este decida se a sua família pode sobreviver na nova Era, ou não. E, como já era de esperar, claro que optou por deixar a sua família viver e o "Criador" também não se opôs.
Se o "Criador" quis terminar com a existência da Humanidade por esta não ser, supostamente, boa, porquê deixar viver oito pessoas? Para isso, não tinha feito nada e todas as vidas tinham sido poupadas a um afogamento que, segundo o filme, serviria para purificar o Mundo. É compreensível que, no filme, Noé e a sua família sobrevivam, uma vez que tinham bondade no coração e foram eles quem construiram a arca. Mas bondade todas as pessoas têm, eles não seriam exceção. Prova disso é a menina que Ham conhece, Na'el, que era "inocente" e pertencia ao lado "mau" dos humanos. Mas acabou por morrer.
Ao sobreviverem, acabaram por não alterar as coisas porque, geração após geração, a Humanidade voltaria a sucumbir às tentações, mais uma vez.
Também para não fugir à regra dos filmes de Hollywood, Aronofski teve que criar um vilão - Tubal-Caim (Ray Winstone), descendente de Caim - que fez de tudo para que todas as pessoas entrassem na arca, mesmo que tivesse que matar todos os que se opunham a tal. É a partir da população que teria que morrer, que o espetador percebe o antagonismo presente no filme: do lado da família de Noé, a arca e a bondade para com os animais, que foram poupados de tudo e todos. Do outro , pessoas sem dó nem piedade, que matam animais para sobreviverem e pessoas, por ganância e luxúria.
Local em que a arca de Noé foi construída.
É através deste antagonismo que podemos perceber o contraste do filme nas cores: as quentes permanecem na família de Noé, símbolo do amor, da bondade, da justiça e do bom. Já as frias, bom... adivinhe. Ficam para as outras pessoas, símbolo da crueldade existencial da época.
Local onde a restante Humanidade de mantinha, antes do Dilúvio.
Com uma montagem visível, o filme conta com vários planos aproximados, principalmente nas cenas mais dramáticas (quando Noé tenciona matar as netas). Não são percetíveis slow-motions nem muitos flashbacks, acabando por não tornar o filme, esteticamente, mais apelativo.
Close-up de Noé a tentar matar as suas duas netas.
Existe uma cena em que Noé conta aos seus filhos, nora e mulher a história da criação do mundo em apenas sete dias. A tecnologia utilizada para descrever a evolução diária do planeta foi tudo menos original. Fez lembrar os documentários da Odisseia e do National Gepgraphic sobre o Cosmos. Aqui poderia ter puxado mais pela imaginação e ter feito algo extraordinariamente fantástico para captar a atenção do espetador.
Segundo dia da criação do Mundo.
É de salientar a excelente atuação de Emma Watson, que deixou de ser a menininha britânica Hermione Granger, do lendário Harry Potter e passou a ser uma mulher com desejos. Também é de mencionar que esta é a segunda vez que Jennifer Connely e Russel Crowe protagonizam um filme e que fazem de casal: o primeiro foi Uma Mente Brilhante (2001), uma história verídica sobre um grande matemático que sofria de uma doença. Aqui fica o trailer:
"Luckily I'd packed two bottles of Australian red wine, plus a couple of
audio-books uploaded to an iPod, for which I had little speakers. One
of those books was The Great Gatsby. So I open the wine and I put on
Gatsby, and as I sit there listening, watching the birch trees rush by
through the dark window - it became like an out-of-body experience for
me, to hear the sheer power of Fitzgerald's storytelling, and his
poetry. (...) And when I got to the end I distinctly had a feeling that
this was an extraordinary piece structurally - a novella as opposed to a
novel, and novellas make good movies. So I was suddenly gripped with a
passion to make a movie of F. Scott Fitzgerald's The Great Gatsby."
[Baz Luhrmann, in The Great Gatsby Interactive Book, 2013]
Tudo começou em 2001, quando Baz Luhrmann tinha acabado o filme "Moulin Rouge" e decidiu tirar uns dias de férias, viajando pela linha Transiberiana. Aí surgiu a ideia de fazer "The Great Gatsby". Foram precisos alguns anos para conseguir os direitos para realizar o filme. Mas valeu o tempo de espera.
Eis que surge um filme que mistura o século XX com o séc XXI. Uma estrutura estética que lembra "Romeu e Julieta" e "Moulin Rouge", pelo seu anacronismo que funcionou na perfeição em The Great Gatsby.
Agora fica a questão que centra todo o filme: Quem é, afinal, Gatsby? Existe um mistério em torno desta personagem, que trespassa para o ecrã. É Nick Carraway (Tobey Maguire) quem narra a história de Gatsby (Leonardo DiCaprio) e a explica. Numa altura em que as ações de Wall Street estavam no seu auge, em que os prédios de Nova Iorque eram cada vez mais altos, as festas cada vez mais fenomenais e as bebidas alcóolicas mais baratas, Nick Carraway vai para Long Island (a 32 km de Nova Iorque), com o sonho de se tornar num escritor. Vai viver para uma casa ao lado da grande mansão de Gatsby, e no lado oposto da casa de Daisy (Carey Mulligan), sua prima, separadas por uma baía. Daisy era casada com Tom Buchanan (Joel Edgerton), um desportista que se formou em Yale, herdeiro de uma grande fortuna e amante de Myrtle Wilson (Isla Fisher), a quem arrendou um apartamento para se poderem encontrar.
É numa das festas estrondosas que Gatsby dá que Nick o conhece, através de um convite oficial. Aqui, podemos ver um jovem novo, com grande confiança e dotado de um poder enorme. Pode-se, desde já, perceber porque é que Nick foi a única pessoa a receber um convite para a sua festa: Gatsby tinha algo a pedir a Nick. Algo por que sempre ansiou: rever Daisy, de quem sempre gostou e que havia tido um romance.
A par com uma uma trilha sonora estonteante, que nos leva do ano 1922 até 2013 num ápice, o espetador depara-se com uma história de amor incrível, pouco usual, que desafia valores e a moral das pessoas. Gatsby era, afinal, um jovem que aspirava ser milionário, para poder casar-se com Daisy. Foi por isso que foi morar para o outro lado da baía de West Egg, para poder estar próximo de Daisy. Foi por isso que dava festas estrondosas e foi por isso que se tornou na pessoa que era.
É a partir de Nick que sentimos cada emoção de Gatsby, cada sofrimento, cada sonho. Um sonho que, à partida, tinha tudo para se tornar real. Mas a indiferença, o egoísmo e a falta de valores foram maiores, e levaram a que o filme tivesse um plot-twist excitante, mas triste.
Esteticamente, o filme é, sem dúvida, dos mais bonitos que já vi: roupas de época e carros lindos. Prédios gigantescos, festas grandiosas. Um filme de época pretencioso e inovador, em tudo. Com uma montagem claramente visível, podemos ver carros antigos que andam a uma velocidade extrema, músicas de jazz com um toque contemporâneo e figurantes perfeitos, que deram vivacidade ao filme.
Com planos várias vezes médios e aproximados, temos slow-motions que são de destacar: na cena em que Nick conhece finalmente Gatbsy, existe um close-up do mesmo e um slow-motion lindo, com uma proundidade de campo nítida, onde podemos ver fogos de artíficio atrás de Gatsby, tornando o plano ainda mais bonito.
Seguidamente, temos um slow-motion na cena em que a amante de Tom Buchanan é mortalmente atropelada e, com uma música perfeita a acompanhar este plano, Love is Blindness, do músico Jack White, vemos Myrtle Wilson a passar em câmara lenta por cima do carro que a atropelou, dando uma grande expressividade ao momento.
É de destacar a trilha sonora do filme, que conta com participações de Beyoncé, Jay-Z, Kanye West, The XX, Jack White, Lana Del Rey e Florence and The Machine. Músicas que dão outro toque ao filme, num sentido bastante positivo. Músicas que misturam Jazz com Hip-Hop de uma forma brutal, com um resultado impressionante. É de destacar a luz verde, que, de certa forma, unia Gatsby a Daisy, através de uma baía. Era através desta luz verde que Gatsby guardava a esperança de ficar com Daisy. É também de destacar o facto de o filme começar com um brilho fugaz sobre Nova Iorque e a forma como se vivia na altura, com glamour e festas enormes e brilhantes, e depois a antítese existencial sobre o olhar de Nick, que afirma ter ficado enojado com as pessoas de lá. Esta antítese expressa a decadência das pessoas e a ironia que o dinheiro acarreta consigo.
Numa época de prosperidade para o cinema norte-americano, que deu a conhecer obras como "Taxi Driver" e "The Godfather", eis que aparece um filme que serve de crítica aos hospitais psiquiátricos da altura. "One Flew Over the Cuckoo's Nest" trata-se de um clássico que aborda de uma forma fenomenal a forma como os pacientes dos hospitais psiquiátricos eram tratados na altura: como prisioneiros.
A história centra-se num grupo de pacientes que tem as mesmas rotinas: jogar às cartas, passear de autocarro durante uma parte do dia e reuniões diárias com as duas enfermeiras daquela ala psiquiátrica. É quando Randle McMurphy (Jack Nicholson) dá entrada neste hospital, (para fugir à pena prisional) que as coisas mudam por completo. Este personagem irá dar a ver o outro lado da moeda que o grupo de pacientes precisava de ter: a liberdade dentro daquelas grades.
É aqui que a luta por esta liberdade começa. Luta entre McMurphy e a enfermeira Ratched (Louise Fletcher), que irá fazer de tudo para que as rotinas dos pacientes não se alterem. No entanto, a ideia refrescante de fazer com que estes vivam a vida plenamente, fazendo o que mais gostam prevalece. Começam a jogar basquetebol, vão pescar todos juntos, bebem, jogam, e o mais importante de tudo: são felizes. Mas o medo é maior que a vontade de fugir, e quando McMurphy e o resto do seu grupo de amigos tentam enfrentar a enfermeira Ratched, as coisas não correm bem.
Este filme retrata a forma grotesca como eram os hospitais psiquiátricos no século XX: prisões psicológicas e entraves ao desenvolvimento do ser humano. A entrada de McMurphy neste hospital psiquiátrico é uma lufada de ar fresco para todos os pacientes e é o mesmo que mais irá sofrer. A questão que aqui fica é: quem são afinal os loucos do filme? Os pacientes do hospital ou os que lá trabalham?
Com uma prestação única podemos encontrar Danny De Vito, que representou um paciente do hospital, e que prestação tão meiga e sorridente. Por outro lado, encontramos Jack Nicholson, mais uma vez a fazer um papel brilhante, na pele de um revolucionário. Esta película tem um facto bastante peculiar: o produtor da mesma é Michael Douglas, que o produziu em tributo a seu pai, Kirk Douglas, que havia comprado os direitos do filme nos anos 60.
Realizado por Milos Forman, o filme conta com alguns símbolos. O primeiro passa pelo significado do nome do mesmo: One Flew Over the Cuckoo's Nest vem de uma antiga rima norte-americana, que diz:
“One flew to the north One flew to the south One flew to the east One flew to the west And one flew over the cuckoo’s nest”
e que significa:
“Um voou para o norte Um voou para o sul Um voou para o leste Um voou para o oeste E um voou sobre o ninho do cuco”
Aqui percebe-se que cada um teve um rumo, e que o último realmente enlouqueceu, tal como no filme, infelizmente. Um outro símbolo passa por todas as técnicas que o realizador utilizou para a película.
Primeiramente, temos uma cena em que nos dá um plano geral, com um movimento de câmara panorâmico, mostrando um anoitecer. A servir de antítese temos a última cena, em que temos um plano também geral que mostra o amanhecer do dia, remetendo assim para todo o tema do filme: a liberdade.
Com uma montagem visível, este filme transmite cores muito frias, e isso é percetível nas cenas em que existem as reuniões diárias com as enfermeiras, e quando vão pescar. Já os planos, são muitas vezes médios e de conjunto.
Com uma banda sonora bastante divertida, encontramos Jack Nitzche, que compôs as músicas deste filme, ficando na maior parte das vezes na cabeça do espetador, o que é bom sinal!